Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Janeiro, 2017

As lâmpadas vivas

I.
São sem número, de varia beleza, de luz diversa, mas todas chamadas e postas lá entre a arcadas do templo, na vizinhança do tabernáculo, a fazer companhia a Jesus.
Cada alma cristã é chamada a expandir uma luz de fé e de amor junto da Eucaristia; tenha ela coroa de rosas sobre a fronte ou traga uma de espinhos sobre o coração, saiba cantar ou não saiba se não chorar, Jesus a chama a si: e ela vai aonde a chama essa voz toda misteriosa, mas doce de amor.
Quem é esta alma?
É uma donzela de coração puro como o pensamento de um anjo, de mente serena como a alva do Paraíso. Ela traz a Jesus o cântico dos seus virginais entusiasmos, o odor delicado dos seus lírios, o cintilar de seus olhos resplandecentes de inocência batismal. Ignara de certas tempestades, com a alma cheia de sorrisos, ela fala a Jesus com a cândida ingenuidade de uma criança que se lança nos braços de seu pai, diz-lhe que lhe quer bem, manda-lhe beijos e caricias, e n’uma linguagem que não tem nada de convencionalismo …

A Lãmpada

Introdução:

É a amiga silenciosa de Jesus, é a amiga silenciosa da alma eucarística. Quando o templo esta deserto, ela esparge em volta de si uma luz humilde e suave, ilumina a portinha do tabernáculo, e parece pedir que a deixam entrar para dizer ao Divino solitário – eu velo contigo.
 – Quando as almas saciadas de oração e d’amor, abandonam o templo para voltarem ao batalhar quotidiano da vida ela as saúda: - ide, almas amigas de Jesus, voltai aos vossos suores e fadigas; eu fico aqui a velar por vós.

Um templo sem lâmpada parece um corpo sem alma.
O olhar do crente gira em volta, e se não encontrar uma luzinha suspensa, sente no coração uma voz fria como a voz de um desengano, que lhe diz – aqui não está Jesus.
– Talvez ali se encontre tesouros d’arte; mas que podem dizer as obras primas da pintura e da escultura se não são animadas pelos raios da lâmpada?
 O génio do homem, entrando no templo, não pode dar vida á tela e ao mármore se não caí sobre eles o tremeluzir daquela luz. Ó …