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Mensagens

A mostrar mensagens de Junho, 2014

Ao Sagrado Coração De Jesus

No santo sepulcro, Maria Madalena, Buscando seu Jesus, inclinava-se chorando. Os Anjos queriam suavizar sua pena, Mas nada podia acalmar sua dor. Não éreis vós, luminosos Arcanjos, Que esta ardente alma vinha procurar. Ela queria ver o Senhor dos Anjos, Tomá-Lo em seus braços, pra longe O levar...

Junto do Túmulo, ficou a última, E para lá tinha ido antes da aurora. Escondendo sua luz, também veio o seu Deus; Maria não podia vencê-Lo em amor! Mostrando-lhe, primeiro, sua Face bendita, Uma só palavra sai do Coração. Murmurando o nome tão doce de: Maria, Jesus lhe restitui a paz, a felicidade.

Um dia, meu Deus, como Madalena, Eu quis te ver, aproximar-me de ti. Meu olhar mergulhou na imensa planície Por onde buscava o Mestre, o Rei. E eu exclamava, a ver a onda pura, O azul estrelado, as flores, os pássaros: “Se a Deus eu não vir em ti, esplendorosa natureza, Para mim não serás mais que um túmulo”.

“Preciso de um coração ardente de ternura, Que permaneça sempre o meu apoio, Que em mim …

PARA VIR A GOSTAR DE TUDO

Para vir a gostar tudo, Não queiras ter gosto em nada. Para vir a saber tudo, Não queiras saber algo em nada. Para vir a possuir tudo, Não queiras possuir algo em nada.
Para vir ao que não gostas, Hás-de ir por onde não gostas. Para vir ao que não sabes, Hás-de ir por onde não sabes, Para vir a possuir o que não possuis, Hás-de ir por onde não possuis. Para vir ao que não és, Hás-de ir por onde não és.
Quando reparas em algo, Deixas de arrojar-te ao todo. Para vir de todo ao todo, Hás-de deixar-te de todo em tudo. E quando o venhas de todo a ter, Hás-de tê-lo sem nada querer.
Nesta desnudez acha o espírito o seu descanso Porque não cobiçando nada, Nada o afadiga para cima e nada o oprime para baixo porque está no centro da sua humildade.
(Poesia São João Da Cruz)

Corpus Christi

Chama viva de amor - poesia
“Oh! Chama de amor viva que ternamente feres De minha alma no mais profundo centro! Pois não és mais esquiva, Acaba já, se queres, Ah! Rompe a tela deste doce encontro.
Oh! Cautério suave! Oh! Regalada chaga! Oh! Branda mão! Oh! Toque delicado Que a vida eterna sabe,  E paga toda dívida! Matando, a morte em vida me hás trocado.
Oh! Lâmpadas de fogo Em cujos resplendores As profundas cavernas do sentido, - que estava escuro e cego, - Com estranhos primores Calor e luz dão junto a seu Querido!
Oh! Quão manso e amoroso Despertas em meu seio Onde tu só secretamente moras: Nesse aspirar gostoso, De bens e glória cheio, Quão delicadamente me enamoras!”
(Poesia São João da Cruz)