"Aprende a desprezar as coisas exteriores, aplica-te às interiores e verás como vem a ti o Reino de Deus."

27 julho 2011

A “NOVA ERA” E A MISERIRCÓRDIA DIVINA


Se queremos proclamar a Misericórdia de Deus, que enviou o seu Filho pelo Poder do Espírito Santo para desmascarar o demónio, temos que falar um pouco sobre um movimento que tenta acabar com a Misericórdia do Senhor, pregando ilusão, e uma nova ordem mundial sem Deus.
A “Nova Era” (New Age) é um movimento religioso sincretista, com predominância das religiões orientais. Professa o monismo panteísta, a reencarnação, a vinda próxima de um avatar ou representante da Divindade (que é chamado “Jesus Cristo” ou Maitreya). A “ Nova Era” tira o seu nome da presumida passagem do Sol para a casa Zodiacal de Aquário, após ter estado na casa dos Peixes. Visto que o Peixe significa Cristo na simbologia antiga. O ultrapassar do signo de peixes significa, para a Nova Era, o fim do Cristianismo.
Em suma, nova Era é uma expressão do senso religioso do homem contemporâneo, “achatado” pelo materialismo da vida moderna. É falho, porém, porque desorientado e fantasioso, desprovido das luzes da razão. Trata-se de sentimentos religiosos cegos e descontrolados, compatíveis com graves falhas de ordem moral.
Eles pregam que Jesus deve agora retirar-se de “cena”, para dar lugar a um outro “Cristo”, o senhor Maitreya, o novo Adavatar para essa “nova Era”de Aquário, (o Anticristo). Para os seguidores da “Nova Era”, Jesus Cristo não é o filho de Deus Vivo! Não é o nosso salvador pessoal. Para muitos deles, a morte na cruz de Jesus nem foi real! E se realmente aconteceu, não teve o menor valor de salvação, de Redenção. Por isso cada ser humano é o seu próprio salvador, seguindo o processo das reencarnações sucessivas de atingir um nível em que não mais precisa reencarnar, tornando-se assim, um espírito “cósmico”.
Uma das palavras de ordem da “Nova Era” é: liberdade, igualdade e fraternidade.
Essas consultas aos espíritos, que são inclusive, condenados pela Sagrada Escritura, são chamadas de “channeling”, ou seja, de canalização. Então, informações, orientações, serão “canalizadas” para a terra, através desse intercâmbio dos seres humanos com os extraterrestres e com os mestres espirituais cósmicos. Daí um dos símbolos da “Nova Era” ser um arco-íris, fazendo a ponte entre “os céus” e a terra. Parceiro da terra.
Outro símbolo utilizado pela nova era é a figa, símbolo, que na idade média era usado em alguns lugares da Europa para indicar que ali havia uma casa de prostituição, símbolo altamente pornográfico, pelo seu significado. Os feiticeiros têm como amuleto da sorte e protecção de “mau olhado”, mas não passa da consagração ao Anti Cristo, ou seja, ao demónio. As pessoas usam-nas penduradas ao pescoço e às vezes vão até à comunhão com elas. Ora, isso é negar a própria salvação em Cristo Jesus. Quem tem Deus no coração não precisa de amuletos, pois Ele basta.  
A “Nova Era” prega que haverá um governo único, uma economia única, uma “moeda” única, uma religião única, e esta será a religião do Anticristo, em que os princípios cristãos serão totalmente abolidos.
O aborto e a eutanásia serão fatos “normais”. O sexo livre, será a regra. O casamento, uma solução antiquada e ultrapassada, bem como será extinto o sentido da família como célula da sociedade. Em seu lugar, surgirão “comunidade” em que haverá liberdade total de relacionamentos amorosos entre os membros. O homossexualismo masculino e o    lesbianismo  serão bem aceites.
 Durante o governo do Anti-Cristo, todos serão levados à adoração de   Satanás (Ap13,4).
Ele é o mentor e o chefe maior do actual movimento da “Nova Era”, e o seu objectivo é o seu objectivo é o de ser, afinal, adorado como Deus.

Os que não aderirem essa nova ordem mundial serão perseguidos; aos que se recusarem a aceitar o Maitreya como”Cristo”  lhes  espera a “espada da divisão”.

Estamos a viver num mundo sincretista, em que a maioria ainda não conhece Jesus Cristo, o filho de Deus vivo! Portanto, cabe a nós cristãos, seguir a ordem de Jesus:
“…Ide, por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura (Mc 16,15).
Neste momento da história do mundo, em que Satanás parece estar acabando, de preparar o palco para a chegada do Anticristo, importa que os cristãos assumam urgentemente o seu papel de desmascarar o mentiroso e pai da mentira (Jo8,44). 
É o Espírito Santo, em nós,”quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade (IJo5,6). E ninguém pode dizer: Senhor Jesus! Senão pelo Espírito Santo (I Cor 12,3).
Então o Espírito Santo, testemunhará em nosso espírito que Jesus é realmente o Cristo (não apenas um Cristo), o filho de Deus, e o Verbo que se fez carne em Maria (Jo1,14;IJo 4,2;Lc 1,30-35) pelo poder do Espírito Santo (Mt1,20), para ser o nosso Salvador (Mt1,21 e ITn1,15).
O reinado de Jesus Cristo não se limita a uma Era Astrológica! Não terá fim! O seu domínio é um domínio eterno! (Dn7,14-27). Embora Satanás lute com todas as suas armas maléficas, não conseguirá vencer o Senhor  Jesus!
Mais do que nunca precisamos proclamar a Misericórdia do Senhor, para que ao invés dos Cristãos acreditarem e usarem amuletos como a figa, possam crer no Senhor Jesus e na sua Misericórdia infinita! 
(Autor Desconhecido)

26 julho 2011

A Conversão pela Unidade


A conversão de São Paulo oferece-nos o modelo e indica-nos a vereda para caminhar rumo à plena unidade. Com efeito, a unida de exige uma conversão: da divisão à comunhão, da unidade ferida à recuperada plena. Esta conversão é dom de Cristo ressuscitado, como aconteceu com São Paulo. Ouvimos das próprias palavras do Apóstolo: “Por graça de Deus sou aquele que sou” (1cor 15,10). O próprio Senhor, que chamou Saulo no caminho de Damasco, dirigiu-se aos membros da sua Igreja - que é una e santa - e, chamando cada qual pelo nome, pergunta: por que me dividiste? Por que feriste a unidade do meu corpo?
A conversão implica duas dimensões. Na primeira fase conhecem-se na luz de Cristo as culpas, e este conhecimento torna-se dor e arrependimento, desejo de um novo início. Na segunda, reconhece-se que este novo caminho não pode advir de nós mesmos. Consiste em deixar-se conquistar-se por Cristo. Como diz São Paulo:”…esforço-me por correr para O conquistar, porque também eu fui conquistado por Jesus Cristo”(Fl 3,12).
A conversão exige o nosso sim, o meu “correr”; em última análise, não é uma actividade minha, mas dom, um deixar-se formar por Cristo; é morte e ressurreição. Por isso São Paulo não diz:”Converti-me”, mas afirma “estou morto”(Gl 2,19), sou uma nova criatura. Na realidade, a conversão de São Paulo não foi uma passagem da imoralidade à moralidade – a sua moralidade era alta - de uma fé errada a uma fé recta – a sua fé era verdadeira, embora fosse incompleta – mas foi o ser conquistado pelo amor de Cristo: a renúncia à própria perfeição foi a humildade de quem se coloca sem reservas ao serviço de Cristo pelos irmãos. E só nesta renúncia a nós mesmos, nesta conformidade com Cristo, podemos tornar-nos “um só” em Cristo. É a comunhão com Cristo ressuscitado que nos confere a unidade.
Este Deus, que é o Criador e tem o poder de ressuscitar os mortos, também é capaz de reconduzir para a unidade o povo dividido. Paulo torna-se instrumento eleito da pregação da unidade conquistada por Jesus mediante a Cruz e a ressurreição: a unidade entre os judeus e pagãos, para formar um único povo novo. Portanto, a ressurreição de Cristo estende o perímetro da unidade: não só unidade de das tribos de Israel, mas unidade de judeus e pagãos (cf. Ef2; Jo10,16); unificação da humanidade dispersa pelo pecado e ainda mais unidade de todos os crentes em Cristo.
A unidade que Deus concede à sua Igreja, e pela qual nós oramos, é naturalmente a comunhão em sentido espiritual, na fé e na caridade; mas nós sabemos que esta unidade em Cristo é fermento de fraternidade também no plano social, nas relações entre as nações e para toda a família humana. Por isso, exige-se sempre que a nossa oração pela unidade e pela paz seja comprovada por gestos corajosos de reconciliação entre nós, cristãos.
Nas legítimas diversidades das diferentes tradições, temos que procurar a unidade na fé, no nosso «sim» fundamental a Cristo e à sua única Igreja. E assim as diversidades não serão mais obstáculo que nos separa, mas riqueza na multiplicidade das expressões da fé comum.
O horizonte da plena unidade permanece aberto diante de nós. Trata-se de uma tarefa árdua, mas entusiasmante para os cristãos que desejam viver em sintonia com a oração do Senhor: «Para que todos sejam um só, a fim de que o mundo creia» (Jo17,21). O Concilio Vaticano II delineou-nos que «este santo propósito de reconciliar todos os cristãos na unidade da Igreja de Cristo, una e única, excede as forças e os dotes humanos» (UR,24).Confiando na oração do Senhor Jesus Cristo, e animados pelos significativos passos dados pelo movimento ecuménico, invoquemos com fé o Espírito Santo, a fim de que continue a iluminar e orientar o nosso caminho. Estimule-nos e assista-nos do céu o Apóstolo Paulo, que tanto trabalhou e sofreu pela unidade do Corpo místico de Cristo; acompanhe-nos e ajude-nos a Bem – Aventurada Virgem Maria, Mãe da unidade da Igreja. 
Autor desconhecido

UM DOM PRECIOSO DE DEUS: O nosso tempo

Há 2010 anos o autor do tempo, o Eterno entrou em nosso tempo, se fez temporal e deu ao nosso tempo um valor de Eternidade.
Na plenitude dos tempos (GI 4,4) o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1, 14). Na vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, cumpriu-se o que diz a Sagrada Escritura: “Há um tempo para tudo e um tempo para todo o propósito debaixo do Céu: Tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar a planta... (Ecl 3, 1-8).
No oitavo dia do seu nascimento Nosso Senhor Jesus Cristo foi circuncidado e recebu o nome dado pelo anjo antes de ser concebido. (cf. Lc 2,21) O velho Simeão foi ao Templo no momento de ver cumprida a Promessa de Deus. (cf Lc 2,27) Sua vida oculta, até aos trinta anos em Nazaré, ensina-nos também a valorizar o tempo de estudo e de preparação da nossa vida. Como Novo Moisés (que atravessou o deserto em quarenta anos) passou quarenta dias de oração e jejum no deserto.
Nada disso considerou tempo perdido, mas como preparação essencial para a sua Missao. Ele é Deus, mas quis fazer-se homem para nos ensinar a viver.
Quando alguns judeus, durante a sua vida pública, quiseram prendê-lo, ninguém lhe deitou as mãos  porque  ainda não era chegada “a sua hora” (cf. Jo 7, 30). Soube atrasar-se quatro dias para o funeral de seu amigo Lázaro, pois disso viria uma Glória maior para Deus, Seu Pai, quando ressuscitou seu amigo. (Cf. Jo 11) Foi imolado o cordeiro Pascal dos judeus. Ressuscitou ao terceiro dia, não menos, não mais, conforme tinha predito. Subiu à direita do Pai num “tempo perfeito”, quarenta dias após Ressureição. Ele é o Senhor da História.
Confesso que planear bem o tempo, é algo que estou ainda a aprender com o exemplo  de Cristo, mas também de alguns “co-irmãos” Palotinos que são bem exercitados nessa virtude.
Toda a actividade deverá ser planeada em três tipos: dia (mês ou ano).
Muitos de nós, diante da multiplicidade das tarefas, perdemos mais tempo decidindo o que se  irá fazer primeiro, e assim começar a agir, do que com a própria actividade em si. Assemelhamo-nos às vezes ao burrinho que morre de fome e sede, enquanto decide se irá comer primeiro beber água ou comer o capim que se encontram equidistantes.
É importante planear, mesmo que esse plano, na altura tenha de ser actualizado, e nos saia diferente (e não raro isso nos acontece), pois poupamos tempo.
Nesse método, primeiro anotamos as coisas essenciais, e, para elas, já damos o tempo marcado. São as coisas que não podemos deixar de fazer. Além dos nossos compromissos, deve afigurar-se nesse grupo a oração.
A segunda categoria é a das coisas importantes. São as tarefas que mais cedo ou mais tarde devemos fazer, mas que não são urgentes ainda. Por exemplo: ler um livro importante,  escrever um artigo, rezar para preparar uma homilia... (no caso dos padres). A terceira categoria é a das coisas possíveis. Para essas dá-se o tempo que sobra, ou uma hora determinada. Por exemplo, conta-se que, planeando o seu dia, o saudoso Papa João Paulo II deixava sempre uma hora livre para esse tipo de coisas, e usava no que queria.
Conta-se que inclusive, no tempo do intervalo após o almoço de alguns congressos, quando ainda era Bispo, ele subia as montanhas para esquiar e chegava a tempo para as actividades da tarde, até mais bem disposto do que os outros.
Algo que, principalmente os jovens, devem precaver-se é que, o mundo moderno, nomeadamente a televisão e a Internet, entre outros, nos apresentam um “mar” de coisas possíveis, mas que não são essenciais nem importantes. Detém-se em demasia em coisas simplesmente possíveis (boas ou más), perde-se muito tempo, e a vida passa sem cuidarmos do que é importante. O stress de muitos, deve-se a que, o que é importante, pela perda de tempo, se torna aos poucos urgente e sendo urgente, faz-se mal e com desassossego. O que é o melhor é concentrar os nossos esforços no que é importante, antes que esse importante se torne urgente. Uma vida só de coisas urgentes mata a criatividade e as inspirações que o Senhor nos dá, e que precisam de tempo para serem colocadas em prática.
Até a justa recreação dever ser planeada, de preferência em família.
Na minha oração diária suplico a Deus a entrega do meu passado á sua divina Misericórdia, no Seu Amor coloco o meu dia é a sua Providência confio o meu futuro.
Santa Teresinha: diz “Para amar-te, Jesus, só tenho hoje”.

Autor desconhecido